Eu sou mesmo é matuto – Poesia de Cícero Campos Araújo

EU SOU MESMO É MATUTO!

Poesia de cordel & memória sertaneja

Eu peço llicença a todos
Pra uma história contar,
Mais também peço desculpa
Se a mesma não agradar.
Tem coisa que eu não discuto,
Pois eu sou mesmo é matuto,
Isso eu não posso negar.

Se hoje eu tenho família,
É por Deus Pal Criador
Que nos deu Seu Filho único
Pra ser nosso Salvador.
O nome Dele é Jesus
Que morreu pregado na cruz,
A maior prova de amor.

Eu nasci foi lá no mato
E dentro de um boquelirão,
Todo cercado de serra,
Frio fazia de montão
Pra contar a coisa certa
Nós não tinha nem coberta
Porque faltava algodão.

É o modo de amar deste Homem
Que leva a sofrer contente
Pois este mundo é tão cruel,
Que divide até os parentes!
Meus Deus tenha compaixão,
Pois esta incompreensão
Me faz frustrado e doente.

Meu pal, um homem exemplar,
Sempre foi contra o fiado;
Mas por ser fraco de recurso,
Já vivia sacrificado.
Foi um tempo muito difícil,
Mas inantinha o compromisso
Com o sofrimento dobrado.

Minhas famílias são compostas:
Tem pobre, tem rico e doutor,
Tem soldado, tem coronel e juíz,
Tem analfabeto e tem pastor,
Tem preto, tem branco e mestiço,
Tem um moco chamado CÍCERO,
Que é obra do Criador.

Minha mãe, uma santa mulher,
Pre-cupada e contrita;
Era, a paixão de meu pai,
Muito fiel e bonita.
Ser, pre pedia pra Deus
Inst,ir os filhos seus
Com as santas palavras bem-ditas.

Em nome de Jesus Cristo
Eu agradeço ao Deus da verdade,
E peço que nunca nos falte
O espírito de fraternidade,
Pois a coisa se torna fela
Se o sangue de nossas velas
Fugir da realidade.

E assim nós fomos crescendo
Seguindo o sinal da uma luz,
E Deus nos dava coragem
Pra carregar nossa cruz,
Sentindo o mistério e a magia,
A força que nós recebia
Vinha do amor de Jesus.

Eu agradeço a Deus Pai
Por ter me dado a inspiração
Pra que eu escrevesse dez quadras
Com bem simples narração
O Espírito Santo deu luz
Mas é em nome do próprio Jesus,
Que se eu magoei ou feri
A vós todos eu peço: Perdão!…

Poesia concluída em 09/06/98 e declamada em 05/07/93

2º Encontro das Famílias Campos e Araújo
Gurupi-TO | Colégio Castelinho

✍️ Autor e Interpretação: Cícero Campos Araújo
Rua 17, nº 806 – Gurupi-TO

“Eu sou mesmo é matuto, isso eu não posso negar.”

Deixe seu comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>